Fui brisa e fui sombra... e ninguém viu
Que a luz em mim nascera sufocada...
Fácil deveria ser a estrada,
Mas pelos meus atalhos me perdi...
Fui sonho... e despertei antes do frio,
Temendo a febre vã da madrugada.
Viver era um segredo na alvorada,
Mas nunca desvendei... então fugi...
Ai de mim!.. Nem lembranças, nem ternura..
Nem rastros vivos... Nem sequer loucura...
Tudo passou sem nunca acontecer...
E o que me sobra?! Um tempo que não volta...
A porta aberta, mas a alma solta,
Sem ter mais forças para ali bater...

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