domingo, 18 de março de 2012

Duas faces

 

São duas metades da mesma laranja
Separadas por uma tênue névoa.
Uma é amável – só bondade esbanja
A outra é amarga, fria e malévola.

Duas faces de um mesmo homem
E cada uma usada quando lhe convém:
A primeira ama Deus e todo mundo
A outra – os prazeres da vida e mais ninguém!

Uma é revolta e tem por ventura
De mármore todo um sorriso
Muito mais frio que uma sepultura.

A outra – a mais plácida das faces
É mansa, quieta e contida. Mas tu bem sabes
Que esta é a mais comum dentre os disfarces.

2 comentários:

Jéssica Amâncio disse...

de tanto usarmos essas máscaras, por vezes não descobrimos nossa verdadeira face

Dellone disse...

Mais um excelente poema!
escreve bem demais Lord!
Parabéns!

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