domingo, 19 de fevereiro de 2012

Tempo


Sou o nascimento, sou a morte,
 a liberdade e o laço forte
 que te prende.
 Sou o retorno, sou a ida,
 a escolha sem saída
 e a culpa do inocente.
 Sou o passado sangrento
 de um antepassado violento
 que te deu a vida.
 Do relógio sou a pressa
 e a demora que começa
 de uma hora já caída.
 Sou a insanidade sem cura,
 a felicidade que não dura
 e a página não escrita.
 Das mulheres vi a primeira
 vi também o sorriso da caveira
 que outrora foi bonita.
 Sou aquele que teus cabelos prateia,
 que junto à Morte passeia
 e rouba-te a mocidade.
 Sou o Sempre e o Agora,
 aquele que aos poucos te devora:
 sou o Tempo, a Eternidade.


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7 comentários:

Dellone disse...

Belíssimo poema nobre Lord!
Está de parabéns!

Boa semana e até breve!

Leka disse...

Olá fernandez? W aí como foi de feriadão?! Espero que tenha sido muito bom!
Como sempre seus textos são maravilhosos! Gosto muito desse tema...o tempo certamente nos rende muita inspiração para falar dele!
bjs, paz e boa semana!

Jéssica Amâncio disse...

Orra, fiquei muito tempo sem ler seu blog, e que surpresa boa ao voltar. Escrevendo muito bem!

Rafael oliveira disse...

realmente o tempo não espera ninguém, por isso temos apenas uma chance para acertar em nossas escolhas, façamos então as escolhas corretas.

Rafael oliveira disse...

http://papoamigos.blogspot.com/

Leka disse...

Vim agradecer a presença e também sempre estarei por aqui lendo teus escritos!
bjs!

Dellone disse...

Saudações Lord
Este template é diferente, bem dinâmico!
como estais meu caro?
Tenha uma Boa tarde e até breve!

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