sexta-feira, 16 de janeiro de 2026


Morreu o nosso Amor. Foi devagar,
Sem choro alto, sem pedir perdão;
Foi se apagando, como o anoitecer;
Uma luz fraca entre nossas mãos.

Rezemos baixo por esse finado
Que nasceu triste e não soube vingar;
Veio ao mundo já feito de abandono
E foi-se cedo, sem tentar lutar.

Foste tu quem o matou – e fez sorrindo,
Cantando leve, sem sequer notar
Que o Amor ia, aos poucos, se partindo.

Agora, nós rezamos sem falar:
Talvez, rezando manso e bem baixinho,
O Amor acorde – p'ra nos encontrar.

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