Morreu o nosso Amor. Foi devagar,
Sem choro alto, sem pedir perdão;
Foi se apagando, como o anoitecer;
Uma luz fraca entre nossas mãos.
Rezemos baixo por esse finado
Que nasceu triste e não soube vingar;
Veio ao mundo já feito de abandono
E foi-se cedo, sem tentar lutar.
Foste tu quem o matou – e fez sorrindo,
Cantando leve, sem sequer notar
Que o Amor ia, aos poucos, se partindo.
Agora, nós rezamos sem falar:
Talvez, rezando manso e bem baixinho,
O Amor acorde – p'ra nos encontrar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário