segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Eu - cadente



Tu não viste quando passei
Rasgando do céu o negro manto
Não reparaste em minha tristeza
Muito menos no meu amargo pranto!

E as horas se passaram
Ferindo-me qual punhal afiado
Maculando lentamente meu corpo
E minha alma sonolenta.

Eu, mesmo cansado,
Tentei seguir da vida o trilho
Mas deparei-me com teu olhar de gelo
E a tua indiferença que apagou meu brilho.

Sem ter mais força para lutar
Eis – me aqui vencido:
A estrela, que em tua busca,
Cruzou o céu
E por teu desprezo,
Se abrigou no mar.

2 comentários:

Inominável Ser disse...

Belo, triste, profundo...

Beller Da disse...

Gostei muito do seu blog, mais ainda de seus textos.

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